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Dicas para hiperativos e crianças agitadas

Antes de qualquer coisa, quero aconselhar muito cuidado. Apenas bons especialistas podem fazer o diagnóstico de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH). Cada vez mais professores e familiares com boas intenções rotulam crianças levadas ou agitadas com esse transtorno, isso é muito sério. Rotular a criança e medicamentos inadequados podem agravar o quadro.

Existem incertezas a respeito do TDAH e suas causas, mas trata-se de um transtorno neurobiológico e comportamental descrito como resultado de alterações no funcionamento de alguns neurotransmissores.

Diagnóstico feito, continue atenta e siga as recomendações médicas. Algumas dicas podem ajudar a família e a criança que apresenta TDAH. O legal é que essas dicas também podem ajudar crianças agitadas e inquietas, mesmo que não apresentem TDAH.

– Estabeleça regras muito claras, para a criança e para a família. Fazer quadros com ilustrações pode ajudar. Quando as introduzir, faça isso olhando nos olhos da criança e peça que ela repita.

– Siga rotinas. Crianças precisam de horários previsíveis para comer, dormir, etc. Principalmente crianças que apresentam TDAH.

– Use o tempo livre para fazer atividades com a criança, isso ajuda a fortalecer o vínculo, o que pode ser difícil quando se relaciona com uma criança que tem dificuldade de manter a atenção e está sempre inquieta porque isso pode irritar o cuidador. Atividades que fazem gastar energia física são ainda mais benéficos para ajudar a criança a focar.

– Punições não devem vir em forma de restrições de exercícios físicos, pois elas precisam deles. Reforços positivos (elogios e prêmios) tendem a funcionar melhor.

– Evite excesso de estimulação por telas (TV, games, computador, celular e tablete). 1 hora por dia é o ideal nesses casos.

-O estresse, como tensão na família ou luto, tende a fazer o autocontrole ainda mais difícil para a criança. A família é um sistema, o que acontece de um lado é sentido no outro!

 

Carolina Moreira é neuropsicóloga e mestre em Psicologia. É psicóloga clínica na Universidade Federal de Uberlândia. Tem treinamento em ansiedade, depressão e terapia cognitivo-comportamental pelo Beck Institute e pelo Oxford Cognitive Therapy Centre. CRP 04/27390