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De onde eu vim? A importância da educação sexual

Um dos temas mais importantes e também mais negligenciados da educação em geral. E agora convido você a refletir sobre o assunto.

Para que serve a Educação Sexual? 

Educação sexual é informar e formar atitude de alguém, não só sobre sexo, mas principalmente sobre identidade sexual, relações em geral e intimidade. Ajuda a proteger contra abuso, exploração, gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, AIDS. Ajuda ainda a pessoa a ter uma vida sexual saudável em todos os sentidos. Uma educação sexual efetiva contribui para que a criança desenvolva habilidades de negociação, tomada de decisão, assertividade (sim é sim; não é não) e aprenda a ouvir e respeitar o outro. Tem tudo a ver com a formação de personalidade.

As três principais instâncias cobertas pela educação sexual são: 1- Desenvolvimento e reprodução: mudanças físicas, emocionais e fertilidade; 2- Contracepção e controle de natalidade; 3- Relações humanas: amor, compromisso, parceria, casamento.

Mas afinal, a Educação sexual é responsabilidade de quem? Da escola? Dos pais? Na verdade, a educação sexual é de responsabilidade dos adultos em geral. Seja qual for o nosso papel na vida de uma criança, devemos passar bons exemplos e até instrução a respeito desse assunto.

Na minha experiência profissional, percebo que algumas dúvidas são recorrentes. Vejam as perguntas mais frequentes!

Quando e como começar a falar sobre sexo com meu filho?

Se pensarmos bem, desde que a criança nasce os adultos estão ensinando a ela como cuidar do corpo, passando exemplos sobre relações humanas e estão ajudando a criança a formar a identidade sexual. Isso tudo já é educação sexual. É a partir disso tudo que você pode desenvolver o assunto e entrar nas questões sexuais cada vez mais avançadas, à medida que a criança começa a trazer perguntas. O mais legal é que os pais saibam que já estão dando educação sexual desde o nascimento da criança, porque assim a coisa pode se tornar mais natural. Basta continuar avançando, num processo contínuo. Geralmente as perguntas das crianças começam por questões de corpo e reprodução. É só esperar as perguntas chegarem. Compre livrinhos adequados à idade, vá com ela a bibliotecas, aborde o assunto com poucas palavras. Aquela resposta clássica para a pergunta “de onde eu vim” também é válida: Papai plantou uma sementinha na barriga da mamãe e você cresceu e depois nasceu. O importante é que a explicação seja simples.

Meu filho fica se tocando, o que fazer?

Ensinar a ele o que é apropriado, sem fazê-lo sentir-se culpado. O corpinho dele não é sujo, então não diga que é. Mas é inadequado fazer isso em qualquer lugar. Vale até comparar com o dedo no nariz. A questão é que não é legal fazer isso na frente dos outros!

 

Carolina Moreira é neuropsicóloga e mestre em Psicologia. É psicóloga clínica na Universidade Federal de Uberlândia. Tem treinamento em ansiedade, depressão e terapia cognitivo-comportamental pelo Beck Institute e pelo Oxford Cognitive Therapy Centre. CRP 04/27390